Eu acho tudo uma merda

Uma piroca digital no cu de quem merece. Um blog para quem sabe que o mundo é escroto e que só o Flamengo salva.

30 outubro 2005

Maradona e suas macaquices

Minha penúltima lembrança do Armando é ele rindo como uma hiena ensandecida num programa de tv argentino, no qual confessava a artimanha utilizada por nossos hermanos filhos da puta no jogo contra o Brasil, no longínquo ano de 90. Fiquei pensando: "Que motivo esse escroto tem pra rir? Parece que engoliu o capacete do motoboy que enraba sua esposa enquanto ele viaja pelo astral, se pica na coxa pois as veias do braço se acabaram, e acima de tudo é malquisto no seu próprio país, considerado mal exemplo para os jovens argentinos.

Eis que um ano e pouco depois, Diego Armando uma parada Maradona - parafraseando o Casseta - aparece fininho, com cara de gogoboy, sorriso no dentes e sem aquele ar de junkie que o perseguiu por anos. Ao lado de um outro escroto - sim, tirando as chupabilíssimas argentinas frequentadoras de Camboriú, 90% dos argentinos são escrotos - Paradona virou apresentador de programa de TV. Uma espécie de Chacrinha falado em portunhol, e com atrações de quilate internacional.

O primeiro foi Pelé. Aliás, até agora não sei se era o Edson ou o Pelé. Depois vieram outros, outras, entre elas a nossa deliciosa e turbinada rainha Xuxa, que aos 42 anos parece na mesma forma em que se apresentava quando foi chupada por Marcelo quando criança (Amor Estranho Amor). Isso tudo relato após acordar cedo para não perder o EE, único programa de esportes que me submeto na tv.

Eis que de repente aparece Diego entrevistando Armando. Entre uma escrotidão e outra, eles se perguntam desde quando não usam drogas. Um ano e meio. Estupefato fiquei, pois todos sabemos que para largar um vício é preciso cair em outro. Eu era viciado em Sorine e Bala Kids de leite. Quando o médico me disse, aos 13 anos, que era preciso largar disso, resolvi me viciar em buceta e cu. Por motivos óbvios: o cu substituiria o Sorine, e a buceta à bala. Nada mais natural. O ponto em questão é que Armando trocou o pico pela pica, segundo informações quentíssimas de meu amigo Osvaldo Tinhorão, que atualmente se ocupa com visitas às vinícolas de Mendoza. Diego largou da droga graças ao motoboy citado no começo do texto, que um dia enrabou tanto El Pibe quanto sua loiríssima esposa. Se não soubesse que os argentinos adoram esse tipo de pederastia, duvidaria da entrega, da escolha de Diego. Se algúem tem alguma dúvida, basta reparar na calça da gang que ele usa em seu programa. Dependendo do ângulo da câmera, chega a lembrar um famoso cantor sertanejo brasileiro, que mesmo com quase 50 anos insiste em usar roupas desse gênero.
O fato é que o ex-crack continua uma péssima influência para nossos filhos. Eu prefiro comprar fitas com os gols de Zico, de Nunes, até mesmo a fita "Isto é Pelé" a permitir que meus filhos usem o canal 39 para ver as pederastias desenfreadas do argentino.
E quanto aos artigos de Vermelhão e Valido, concordo em todos os quesitos. Principalmente sobre Bebeto, que com aquela mania de chorar quase me fez pensar no seu gosto por uma chapeleta escalavrada cheia de veias virada em 30° para a esquerda.

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28 outubro 2005

A vida surreal da vênus platinada

Chego em casa todo dia às 6 e 50 hrs (um professor me disse uma vez, completamente bêbado, que 6:50 é 0,12, e eu resolvi mudar a tônica das horas), e ao abrir a porta vejo meus filhos adolescentes saindo na porrada enquanto assistem ao tal do "folhetim" Malhação. Confesso que eu torcia para chegar em casa antes, para poder dar uma bisioiada na chupabilíssima Juliana Didone, que com seu sotaque gaúcho faz minha barraca para 12 pessoas ficar completamente armada.
Tomo o meu café habitual, e então me preparo para o que eu chamo de Cine Trash. Não, minha querida Amália não muda para a Band. É que são 3 porras de novelas seguidas, todas seguindo o mesmo ritmo (começa tudo bem, de repente aparece o personagem filho da puta que só morrerá no último capítulo, depois de sacanear todas as personagens gostosas, e ainda tira onda comendo pelo menos 3 mulheres de alto gabarito).
Me lembro do Marcos, aquele cara da raquete de tênis. Não contente em pegar a deliciosa Helena Ranaldi, ainda deu uns pegas violentos na beldade Regiane Alves. E no final, morreu abraçado com o moleque viadinho que traçava sua esposa enquanto ele pirava nas idéias.
Mas voltando ao Cine Trash, tudo começa com a novela Alma Gêmea. Vejo minha querida esposa chorando com as maldades da também chupabilíssima Flávia Alessandra, que quer porque quer dar seu dote para o Eduardo Moscovis. Por sinal, ele naquele papel de ricaço metido a floricultor está absolutamente ridículo. Pra quem comeu uma das antigas irmãs metralhas da Xuxa, e chupou de todas as formas a deliciosa Natacha Henstridge, esse papel parece mais uma sacanagem. Claro, como nada pode ser tão ruim, ele pega ainda a Priscila Fantin, que no primeiro cápítulo era uma índia analfabeta, e chegou na cidade falando português digno do Pasquale.
Devo citar que quando aparecem os deliciosos seios da Rita Guedes, peço licença para a patroa e corro para o banheiro. Aquilo é uma coisa de outro mundo. Pena que ela nunca fotografou para a Playboy. Com certeza eu voltaria aos meus tempos de adolescente e descabelaria o palhaço tanto em casa quanto no trabalho.
Poderia perder horas falando da novela das 7, mas como reclamar de uma novela que tem as bucetudíssimas Fernanda Lima, Aline Moraes, Carol Castro e agora ainda tem aquela japonesinha tesuda que fazia Malhação. Passarei incólume por este horário, e vou direto pra novela mais filha da puta de todas.
A Secco já fudeu com uns 3, 4 pra virar americana. Tem a deliciosa Samara Felippo fazendo um papel absolutamente incoerente com sua beleza, tem a panela velha porém com ótimos quitutes Eliane Giardini, a quem eu comeria por noites a fio sem dó....e os filhos da puta escrotos viados do junior e seu namoradinho, que vão trocar um beijo na boca. Depois nego reclama quando o índice de aids aumenta. É graças a essas porras que nego ensina na Globo. É graças a esses escroques que se auto denominam escritores de novela que acham que tudo é normal, que tem que mostrar mesmo. Você tem filhos pequenos? Então é melhor tirar da sala, pois o Gagliasso e seu namoradinho vão se sarrar de pau duro enquanto se beijam...isso no horário mais nobre da TV brasileira.
É o fim dos tempos.

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27 outubro 2005

Macho que é macho não tem mão de moça


Desde que fui convidado pelos baluartes da redação publicitária e mal humorada brasileira, tenho recebido diversos e-mails de minhas ex-namoradas, colaboradores, escroques, dedos de seta e outros tipos de seres humanos elogiando, criticando e sugerindo temas para minhas colunas.
Confesso que acordei disposto a disparar meu curare sobre apresentadores de tv. Pragas com Hebe, Ratinho, Gugu, entre outros, me irritam tanto quanto Ana Maria Braga e seu insuportável sotaque paulista. Isento dessa lista as chupabilíssimas Luciana Gimenes, Luisa Mell e Adriane Galisteu, que sou impossibilitado de assistir, pois minha patroa me pegou escalavrando o palhaço numa noite dessas. Mal sabia ela que era concentração para o teste de fidelidade do mequetrefe João Kleber.
O fato é que estava zappeando a tv quando apareceu a imagem da peleja Juventude x Flamengo em minha net pirata. Admirador que sou do futebol brasileiro, resolvi dispensar 90 minutos de minha atenção para os 22 guerreiros campais.
Me causou um desgosto profundo ver o elemento que vestia o Manto Sagrado de número 1. "Ouvia" falar dele em sites como o Blog da Flamengo Net, e não entendia o motivo de tantas críticas ácidas e ao mesmo tempo tantos elogios ao rapaz.
Minha filha entrou na sala e começou a soltar imprompérios como "Ai, Dieguinho", "Vai meu lindo, pega essa", até o ponto em que ele engoliu um frango homérico. Do amor ao ódio foi uma questão de segundos. "Filho da puta frangueiro", "Goleiro de botão safado", "20 mil por mês pra fazer essa merda" foram pérolas que minha pequena Isabela Cristina soltou, e tive que literalmente guardá-la no seu quarto a base de 2 comprimidos de dramin.
Realmente o rapaz ontem se superou. Na atual fase do campeonato brasileiro, espanta ver um clube da magnitude do Flamengo ter alguém tão ridiculamente mal qualificado defendendo suas metas. E ver minha filha chamá-lo de goleiro de botão traduziu o que ele personifica - hoje - dentro do plantel rubronegro.
É triste ver um local que já foi habitado por Raul, Fillol, Júlio Cesar, entre outros, ser tão mal frequentado ultimamente.
Mas há esperança. O reserva tem nome de ex-presidente, e pode ser uma salvação para o futuro da meta rubronegra.

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26 outubro 2005

A falta do que fazer

Sócrates foi um grande jogador. Fino trato com a bola, cerebral, e por muitas vezes craque. Era o capitão na seleção de 82, e acredito até hoje que sua aparente calma poderia e deveria ser trocada pelo comando do Zico naquela hora. Mas isso é passado, faz parte da história.

Eis que dona Amália, minha esposa e mãe dos meus 3 filhos, resolveu acordar mais cedo hoje para conversar com sua irmã, que mora em Oxford. E abriu um site desses de notícias. Leu o nome do calcanhar mais famoso de Ribeirão Preto, e amante do futebol como ela é, resolveu abrir o link para ver do que se tratava. Resumindo: fui acordado com um solavanco, e corri para o escritório para resolver a parada.

É muito fácil falar depois que se come no prato. Sócrates se esquece que teve sua estréia contra o Fluminense num jogo de Zico, e depois ficou usando chinelinho por um longo tempo. Por sinal, o Flamengo foi campeão em 86 sem a presença dele em campo. Com a quantidade de cerveja e cigarro que ele consumia, deveria mui provavelmente fazer uso do prostaglandina para comparecer com a patroa. Não há corpo esponjoso que resista aos males causados por essas pragas.

Depois de sumir do mapa, se achando no direito, tal qual Tostão (que realmente tem o direito), o democrata corintiano apareceu num churrasco, dando uma caneta no esponjoso Kajuru, e consequentemente as tv´s se relembraram de sua medíocre existência. Do jeito que do limbo veio, para o limbo voltou.

Falar do Flamengo é oportunista nesse momento para qualquer paulista. Parece que o time de escroques aumenta a cada dia, a cada semana. Sócrates poderia ficar quieto, e não se juntar aos milk swallowers milton neves, roberto avallone, entre outros. Manchar sua história e cair na desgraça da imensa nação rubronegra não é algo muito aconselhável.

Quanto ao artigo do amigo Valido, concordo com tudo. A escrotidão desses setores da imprensa faz com que não acreditemos em patavinas do que se escreve nos periódicos esportivos.

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25 outubro 2005

Um bambi com a língua frouxa

A cada jogo que passa vejo o goleiro são paulino longe da Copa. Não pelo seu futebol, mas por fazer parte daqueles jogadores que conseguem soletrar uma frase sem 3.577 realmentes, e por conseguinte achar que sua opinião está acima do bem e do mal.
Um exemplo disso foi o momento pós-jogo de ontem, entre os bambis e "us manos". Questionado sobre o que achava de ver a Fiel gritando "é campeão" dentro do Morumbi, o dublê de Luciano Huck soltou a franga e disse: "eles não tem casa, tem que vir até aqui".
Comentário típico de quem vai tomar banho e lavar as partes pudentas com vagisil pra ver se para de arder. Comentário típico das bichoilas recalcadas que perdem machos estrovengados para as ninfetas loirinhas da esquina posterior. Traçando-se um paralelo, o bambi parece "espraguejar" o quase certo título dos corintianos, e mostra que está sentido, tristonho, quase chorando.
É por essas e outras que o técnico da Seleção já definiu os 3 goleiros, e até mesmo o quarto (Gomes, do PSV).
É por essas e outras que deveria ser proibido que jogadores como o goleiro são paulino, Luizão, Edilson, entre outros, tivessem a chance de ir à uma Copa. São jogadores despreparados emocionalmente para um título dessa magnitude. São os caras que chegarão num restaurante cheio e dirão "arruma uma porra de uma mesa que eu sou Penta".
Enfim, bizarrices.
A propósito, até agora o arqueiro são paulino está procurando o pombo que catou no gol corintiano.

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24 outubro 2005

Uma bosta

Quando o Tinhorão vivia na Mui Leal e Heróica Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, costumava freqüentar um estabelecimento centenário chamado Uisqueria Bico Doce — fica ali na Rua do Rosário, esquina com Buenos Aires, em meio a puteiros de quinta categoria (um deles estampava, na entrada, o inacreditável anúncio "Strip-Tease + Caldo Verde = R$ 10,00"). Foi fundada no ano da graça de 1895, a Bico Doce — um ano de grandes idéias e grandes projetos — e parece que foi um ponto de encontro da nata do establishment carioca nos (bons) tempos em que o tout-Rio significava o tout-Brésil. Foi freqüentada pelo Barão do Rio Branco, pelo Senador Pinheiro Machado e por quem mais importava na triste República que recém nascia.

O Bico Doce de hoje decerto não é mais que uma triste lembrança daqueles tempos áureos, como tudo no Rio de hoje não é mais que uma triste lembrança de bons tempos que não voltam mais. Talvez um pouco por isso — por teimosia, para cultivar o charme da resistência cultural —, o Tinhorão fizesse questão de permanecer fiel ao estabelecimento decadente, que hoje, em vez da nobre pança do Barão do Rio Branco, abriga os amores ilícitos de chefes e secretárias que não se aventuram a almoçar juntos em lugares mais bem freqüentados.

O Bico Doce tinha um andar térreo onde se amontoava o pessoal do clube do uísque e um mezanino onde se aglomeravam os chefes desejosos de passar na cara as secretárias longe dos olhos das esposas. Minha predileção era por esse segundo piso, não por ter algum amor ilícito que cultivar, mas por pura escrotidão, para espantar, com meu falatório e minhas obscenidades, esses casaizinhos que fariam melhor se pedissem o serviço de quarto num motel qualquer de Botafogo.

A decoração ali era absolutamente surreal: um quadro de motel numa parede (um espelho com um desenho duma mulher pelada), um retrato de Gandhi noutra, de frente para uma fotografia da Marilyn Monroe mostrando mais de um quilômetro de pernas.

A troco de que vêm essas lembranças? É que o convite do meu compadre Valido para escrever neste blog me lembrou do quadro que ornamentava a escada que dá para o mezanino. Era um texto do Jaguar lamentando o fechamento do estabelecimento (suponho que depois tenha reaberto, sob nova direção). O textículo, uma pérola da nostalgia mal-humorada, sintetizava o horror dos tempos que correm em duas frases magistrais: "Assim é a vida. Uma bosta."

Estas reflexões e esta lembrança ficam por conta do meu Flamengo, moralmente já rebaixado à segunda divisão do campeonato brasileiro. O Flamengo campeão do mundo, o Flamengo campeão da América, o Flamengo pentacampeão do Brasil, o Flamengo do Zico, do Leandro, do Júnior, do Adílio e do Anselmo... rebaixado e destruído pelo descaso, pela desonestidade e pela incompetência de Luís Augusto Velloso, Kléber Leite, Edmundo dos Santos Silva, Márcio Braga, Gérson Biscotto, Anderson Barros e outros filhos da puta que não vale a pena mencionar.

Assim é a vida. Uma bosta.

Enquanto escrevo estas linhas, Carlos Gardel, no CD player, anui gravemente a minhas ponderações e ainda complementa:


Fiera venganza la del tiempo
Que le hace ver deshecho
Lo que uno amó

Com efeito.

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A viadagem desenfreada na televisão

Segunda-feira, 7:30 da manhã. Cliquei no meu IE, e abriu a página do Terra. No meio de 200 notícias, reparei no destaque que dizia "Bruno Gagliasso empolgado com beijo gay em América".

Oras, o que há de empolgante em 2 supostos machos de alcova se beijando, ardentemente, na novela das 8 (ou melhor, das 9, pois o JN só termina quando acaba)??? Começo a imaginar os 2 atores ensaiando a cena numa sala cheirando a sexo, onde qualquer um que entre pode sentir vontade de participar da baixaria.

Será que vai ter língua? Ou será um mero beijo técnico? Não importa. Tirarei meus filhos da sala, até pelo fato de não ter a chance de trocar de canal. Corro o risco de cair em mais um teste de DNA no Ratinho ou naquela bicha desmiolada barbuda da Bandeirantes.

Bons tempos eram os que eu tinha Ultraman, Túnel do Tempo, Perdidos no Espaço, entre outros programas. E nas novelas, Odorico e companhia limitada nos faziam rir, e não ter vontade de dar um tiro no meio dos córnos desses filhos da puta que ficam esfregando suas trolhas endurecidas um nos outros enquanto adolescentes ficam em casa se imaginando no meio dos 2.

O fato é que a banalização da TV está associada a recalques exarcebados de "autores e autoras" de novelas. Que para conseguirem ibope usam e abusam de temas que somente torcedores de agremiações que usam pó-de-arroz poderiam se interessar.

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