A falta do que fazer
Sócrates foi um grande jogador. Fino trato com a bola, cerebral, e por muitas vezes craque. Era o capitão na seleção de 82, e acredito até hoje que sua aparente calma poderia e deveria ser trocada pelo comando do Zico naquela hora. Mas isso é passado, faz parte da história.
Eis que dona Amália, minha esposa e mãe dos meus 3 filhos, resolveu acordar mais cedo hoje para conversar com sua irmã, que mora em Oxford. E abriu um site desses de notícias. Leu o nome do calcanhar mais famoso de Ribeirão Preto, e amante do futebol como ela é, resolveu abrir o link para ver do que se tratava. Resumindo: fui acordado com um solavanco, e corri para o escritório para resolver a parada.
É muito fácil falar depois que se come no prato. Sócrates se esquece que teve sua estréia contra o Fluminense num jogo de Zico, e depois ficou usando chinelinho por um longo tempo. Por sinal, o Flamengo foi campeão em 86 sem a presença dele em campo. Com a quantidade de cerveja e cigarro que ele consumia, deveria mui provavelmente fazer uso do prostaglandina para comparecer com a patroa. Não há corpo esponjoso que resista aos males causados por essas pragas.
Depois de sumir do mapa, se achando no direito, tal qual Tostão (que realmente tem o direito), o democrata corintiano apareceu num churrasco, dando uma caneta no esponjoso Kajuru, e consequentemente as tv´s se relembraram de sua medíocre existência. Do jeito que do limbo veio, para o limbo voltou.
Falar do Flamengo é oportunista nesse momento para qualquer paulista. Parece que o time de escroques aumenta a cada dia, a cada semana. Sócrates poderia ficar quieto, e não se juntar aos milk swallowers milton neves, roberto avallone, entre outros. Manchar sua história e cair na desgraça da imensa nação rubronegra não é algo muito aconselhável.
Quanto ao artigo do amigo Valido, concordo com tudo. A escrotidão desses setores da imprensa faz com que não acreditemos em patavinas do que se escreve nos periódicos esportivos.

1 Comments:
Apenas uma correção: Sócrates não foi o capitão em 82, este posto coube à Oscar, o zagueiro.
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